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O Cínico

 

 

Apr
14th
Sat
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a salamandra “espraiada” ao sol espreguiçou-se e pensou:

ah!

“espraiar-se” ao sol! 

Esvaziar a mente, lançar-se no vazio dos sentidos e localizá-los somente no raiar da profundidade da pele, aquecida pelo sol ameno das tardes de Abril, para assim perceber uma espécie de ausencia (do corpo), e flutuar…

..entre a frequencia reverberante da luz que insiste trespassar-te… 

…e o silencio assim criado…

…que dá o mote,(em murmurio), ás mais concatenadas conjecturas precipitadas…

…que afastas para concentar a atençao e forçá-la a captar as sensações mais minúsculas, mesmo as mais minúsculas, esmiuçadas de olhos bem fechados e poros todos abertos..

…num plexo de reverberações que constroem um mundo fora do visivel, construído de ecos de frequencias sem fim, como se perecessem no momento em que se delineassem, quando a sua nitidez ainda nao estivesse misturada num feixe de impressoes difusas e aleatoria,…

 ..para onde desejas ressumar!